De um compressor de ar, espera-se que trabalhe muito, não falhe nunca e resista por dez ou vinte anos, pelo menos.
Se a tecnologia do compressor for do tipo rotativo de parafuso, isso é perfeitamente possível, pois se trata de um equipamento próprio para o serviço industrial pesado, com elevada confiabilidade e baixo índice de manutenção.
O compressor de parafuso difere do compressor de pistão em vários aspectos, sobressaindo-se a eficiência energética e a capacidade de operar continuamente em plena carga.
Considerados esses dois requisitos, é consenso que os compressores de pistão devem ser dimensionados com uma “folga total” de 50%, o que lhes tira toda a competitividade.
Essa realidade fez com que, em poucos anos, os compressores de parafuso tomassem definitivamente o lugar dos compressores de pistão na geração de ar comprimido industrial. Atualmente, os compressores de pistão quase não existem para potências acima de 15 HP. Nas potências menores, o compressor de parafuso vem conquistando espaço numa velocidade espantosa, impulsionado por custos cada vez menores.
O exemplo a cima compara o desempenho dos compressores de parafuso e pistão para a mesma necessidade de ar comprimido (96 pcm @ 7,0 barg) e um mesmo período (48 mil horas). Os números falam por si.
Porém, antes de substituir seus compressores de pistão por modelos de parafuso, consulte um especialista. Somente ele poderá avaliar o seu perfil de consumo real e recomendar a melhor solução técnica.
Em termos energéticos, a vantagem total do compressor de parafuso é de 30%.
Desse total, 20% são provenientes as características tecnológicas desse processo de compressão, mais eficiente do ponto de vista térmico e mecânico, produzindo muito mais ar comprimido com a mesma potência instalada.
Outros 10% provém da impossibilidade do compressor de pistão operar em plena carga de maneira ininterrupta.
Essa limitação exige que o compressor de pistão seja especificado com uma folga mínima de 25% acima de vazão requerida, permitindo que opere num ciclo intermitente – carga/alívio – e suporte os regimes de trabalho industriais.
Porém, para operar em alívio, o compressor de pistão utiliza 30% da sua potência nominal, aumentando o consumo de energia.